Vídeo mostra importância da psicologia na formação de atletas paralímpicos

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Nem só de treinamentos e exercícios físicos é feito um atleta. A proximidade das Paralimpíadas de Londres traz à tona um trabalho de bastidores, que tem fundamental importância na preparação destes atletas com deficiência: o das psicólogas e psicólogos.

A interação entre o esporte e a psicologia está amplamente demonstrada no vídeo “A Contribuição da Psicologia para o Desenvolvimento do Esporte Paralímpico de Base”, produzido pelo psicólogo do Rio Grande do Norte, José Fernando Lima, que será exibido na 2ª Mostra Nacional de Práticas em Psicologia. O evento será realizado no Anhembi, em São Paulo, entre os dias 20 e 22 de setembro.

O trabalho teve como foco o projeto “Clube Escolar Paralímpico”, desenvolvido pela Sociedade Amiga do Deficiente Físico de Natal (SADEF/RN), que tem apoio do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB).

O projeto, que funciona desde o início do ano na UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte), atende 80 crianças e adolescentes com idades entre dez a 20 anos.

O autor mostra, na prática, a atenção psicológica dada aos atletas como forma de contribuir para o desenvolvimento da performance esportiva. O principal objetivo do estudo é entender como a psicologia interfere na formação dos esportistas com deficiência e como pode potencializar o rendimento na busca de melhores resultados.

“Sabe-se hoje que os melhores atletas são aqueles que lidam melhor com as expectativas do público, convivem melhor com as cobranças, driblam a ansiedade, o nervosismo, e se concentram mais. O trabalho no projeto apresenta caminhos possíveis para se desenvolver as atividades psicológicas em prol da formação social e da potencialização do rendimento esportivo. Outros profissionais inscritos na amostra podem receber/fazer subsídios para a realização de atividades na temática.”, afirma Fernando Lima.

O enfoque do projeto é a formação de base dos atletas, ou seja, a preparação inicial para as competições e as Paralímpiadas, uma vez que foi constatado o envelhecimento e a necessidade de renovação dos competidores do país.

Direcionamento

No caso de alunos que não apresentam rendimento compatível ao esporte em alto nível, a meta passa a ser a inclusão social, a aquisição de valores e a melhoria da autoestima.

Já os participantes que demonstraram potencial esportivo mais elevado, o acompanhamento psicológico é importante para melhorar a
atenção e a capacidade de concentração, além de diminuir a ansiedade e o stress. “Especificamente, contamos a experiência de um atleta, que por dificuldades ocorridas em outros momentos sofreu pressão e, consequentemente, não conseguiu competir. O atleta jamais quis estar no ambiente competitivo, demonstrando-se muito receoso e temeroso. Hoje, depois do acompanhamento psicológico, o atleta demonstra seu rendimento esportivo em suas medalhas conquistadas.”, explica o psicólogo.

Os pais que acompanham os atletas também já percebem mudança e avaliam que a prática esportiva orientada por profissionais da educação física e da saúde tem produzido grandes alterações no comportamento. “Falamos de pessoas que antes poderiam estar à margem da sociedade e hoje são nossos campeões de exemplos. O trabalho da psicologia existe para afirmar que eles
podem ir mais longe.”, argumentou Fernando.

A delegação brasileira terá 183 atletas nas Paralímpiadas de 2012, que será realizada entre 29 de agosto e 9 de setembro na capital inglesa.

A reprodução das notícias é autorizada desde que seja citada a fonte: Conselho Federal de Psicologia.

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