Quebrando tabus nas escolas

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 Um projeto que ensina crianças e adolescentes a verem as questões sexuais de uma forma mais aberta. Essa é a proposta desenvolvida por um grupo de estagiários e professores da Universidade São Judas Tadeu, em São Paulo, que surgiu a partir de dúvidas recorrentes de alunos sobre o tema em uma escola estadual da Zona Leste de São Paulo (SP).

O objetivo do projeto foi dar ao aluno a ideia de que o tema da sexualidade deve ser tratado de forma natural, como todos os outros temas pertinentes ao amadurecimento humano, principalmente tendo em vista a banalização de informações de cunho sexual
transmitidas pela mídia em geral e que podem muitas vezes induzir comportamentos de risco.

Entre os objetivos específicos do projeto estavam: as dúvidas sobre mudanças físicas e comportamentais próprias da puberdade; tabus acerca da sexualidade e suas manifestações; e assuntos sobre noções de higiene e cuidados pessoais. Dinâmicas em grupo, rodas de conversa, aulas expositivas e vídeos foram algumas das ferramentas utilizadas.

Projetos anuais

Este é apenas um dos vários projetos que são realizados pelos estagiários e professores da universidade, que há mais de 15 anos desenvolvem projetos anuais, cujos temas escolhidos são aqueles que incluem toda a população escolar, como violência, bullying,
participação da família na vida acadêmica , entre outros.

O contato é feito no início de cada ano para definir o tema trabalhado e, em seguida, os estagiários se apresentam nas salas explicando o projeto. “A receptividade dos alunos é excelente, criam-se vínculos”, conta a supervisora do projeto, a professora e psicóloga Aline Magnani.

Este ano são cerca de 90 estagiários divididos em grupos de 6 pessoas, todos atuando nas escolas parceiras. Os projetos podem ser feitos em qualquer série, dependendo da demanda ou tema e, ainda, na instituição como um todo. Ao longo do projeto, as
técnicas utilizadas são escolhidas a partir do funcionamento dos grupos, respeitando as peculiaridades de cada sala e dos alunos.

O trabalho deste ano, A intervenção psicológica escolar quebrando tabus: orientação sexual, será apresentado na 2ª Mostra Nacional de Práticas em Psicologia, que acontece entre os dias 20 e 22 de setembro, em São Paulo (SP). “Esta é uma
oportunidade para que outras pessoas conheçam o trabalho de intervenção em uma instituição de ensino e de como o psicólogo pode trabalhar em um ambiente escolar”, acredita Aline.

Ao final do projeto, Aline conta que os alunos apresentaram maior conhecimento e familiaridade sobre o tema da sexualidade, além da desmistificação de alguns temas sobre os quais os alunos não tinham a oportunidade de conversar com os adultos de sua convivência. “As crianças passaram a tratar sobre os assuntos relacionados à sexualidade com mais naturalidade e liberdade de expressão”, conclui a psicóloga.

2ª Mostra

A 2ª Mostra Nacional de Práticas em Psicologia marca o ápice das comemorações dos 50 anos da regulamentação da profissão no Brasil. Ao todo já são mais de 19 mil inscritos em todo País, entre profissionais e estudantes. Será um evento rico em experiências, trocas e intercâmbios entre psicólogas, psicólogos e sociedade. A entrada no evento é gratuita e as inscrições podem ser feitas na página de inscrições.

A reprodução das notícias é autorizada desde que seja citada a fonte: Conselho Federal de Psicologia.

5 Comments

  1. felipefsantos says:

    Esse tema vai ser muito bom!! Principalmente por ser da Universidade São Judas Tadeu!! Grande Prof. Aline!!

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  2. Mirella Caputo says:

    Parabéns pela iniciativa!!!!! Tenho enorme satisfação de ser ex-aluna da USJT!!!! Mirella Caputo

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  3. Carla Diaz says:

    Adorei!
    Parece ser um projeto ótimo e muito inovador!
    Parabéns pela dedicação!

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  4. Marisa C G C says:

    Quero parabenizar a prof e psicóloga Aline Magnani,demais profs e pessoas envolvidas neste projeto,pois é muito importante tratar destas questões sobre educação sexual;assunto que é polêmico até hoje.O tabu que envolve o tema(sexo)precisa ser quebrado e ensinado aos alunos independente da idade,só discutindo,orientando e esclarecendo é que se contribui para um melhor desenvolvimento da orientação sexual de cada um;respeitando-se as diferenças e diversidades.abço Marisa(prof aposentada)

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  5. Maria Alice Diomede says:

    O assunto merece ser tratado com toda a naturalidade possível e com muita seriedade e quem vai conduzi-lo necessita um treino para abordar com segurança uma questão tão importante. A sociedade está necessitando de iniciativas como essa pois os jovens estão bastante perdidos. Parabéns e sucesso!

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