Coração Latino bate forte na Mostra

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Representantes de 11 países da América Latina marcam presença na Mostra Nacional.  Eles e elas estão em todo o Anhembi e também no lugar onde bate o coração da Mostra: as praças. Experiências de países como Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Guatemala, México, Paraguai, Peru e Uruguai podem ser vistos na Praça da América Latina.  “É uma mostra gigante, não apenas na dimensão, mas na qualidade dos trabalhos. Nós estamos apresentando diversas experiências de psicólogos guatemaltecos de distintas áreas, como clínicos, comunitários e sociais. Além disso, trouxemos livros e revistas”, afirmou Emerson Paredes, profissional da Guatemala.  Para ele, a Mostra terá o papel de aproximar os trabalhos de seu país à outras regiões da América Latina. “Por isso,  estar aqui é fundamental para sabermos como outros países conseguiram trabalhar seus processos psicológicos; e o Brasil é um país que pode nos ensinar muito, nos dar muitas lições. Estar aqui vai fortalecer nossa articulação”.

A riqueza do encontro entre os países é algo constante nas impressões dos hermanos e hermanas latinoamericanas. Segundo Edgar Barrero, da Cátedra Livre Martin Baró, da Colômbia, o sistema econômico capitalista insiste em fragmentar e separar, daí a necessidade de um evento como a 2a. Mostra Nacional que promove o encontro e a mobilização. “Esses diálogos são fundamentais para nossa sobrevivência”, destacou Barrero que contou ao Jornal da 2ª Mostra que se reuniu com psicólogos africanos e que, deste encontro, uma nova articulação vai surgir. Ele também destacou como a Psicologia brasileira pode ensinar outros países.  “Estamos aprendendo muito com os (as) brasileiros (as) que têm um pensamento psicológico estratégico. Estamos superando  uma consciência ingênua  para construir consciências críticas que nos permitam construir um pensamento psicológico latinoamericano. Assim, estamos aqui para fortalecer a ULAPSI, aprender metodologias, formas de trabalho e trocar experiências”.

Edgard também destacou como a metodologia dos pôsteres está sendo eficaz na apresentação das práticas. Opinião que também é compartilhada pela psicóloga Maria Lilly, da Bolívia, que vai além, ao sugerir que essa metodologia fosse compartilhada por outros eventos na América Latina e que estes trabalhos pudessem ser itinerantes. Ela trouxe trabalhos de quatro departamentos (estados) bolivianos distintos que tratam de investigação, de investigação/ação, de universidades, comunitários e, sobretudo, com as crianças das diferentes etnias bolivianas que envolve também programas culturais. “Conhecendo o que está acontecendo em outros países, podemos avaliar o que nós mesmos estamos fazendo, o que nos falta”, afirmou. Sua colega Maria Carmem, também boliviana, avisa : “com a quantidade de gente que está aqui se pode aprender muito, sobretudo uns com os outros. Estamos avançando com a Psicologia latino americana. Esta é uma realidade”, finaliza

E você: já foi conhecer os trabalhos que estão expostos na Praça Latinoamericana? Eles estarão lá neste dois dias de Mostra Nacional. Confira as experiências destes países e fortaleça a articulação da Psicologia na América Latina.

A reprodução das notícias é autorizada desde que seja citada a fonte: Conselho Federal de Psicologia.

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